lunes, 21 de mayo de 2012

Algum dos passados

Era uma manhã ensolarada, e eu esperava por alguma coisa em um gramado, debaixo das palmeiras, que faziam um pouquinho de sombra, suficiente pra amenizar o calor. Quando então eu ouvi o vendedor de algodão doce, com seu apito com um ritmo já conhecido. Talvez estivesse esperando isso... Então eu corri, com algumas moedas na mão, queria ser o primeiro a chegar, mas essa garotinha chegou primeiro.
- Tio, me dá um rosa! - ela ordenou com doçura.
- E eu quero um azul - eu disse, quase interrompendo de tanta pressa.
- Tá certo, deu sorte garoto, é o último azul. - ele disse, com seu bigode cheio e um sorriso amarelado, mas bonito.
- Ah, não quero mais o rosa, quero azul também! - ela disse de forma impertinente, que me deu raiva.

Depois de alguns minutos de discussão, o vendedor nos convenceu de dividirmos o rosa e o azul. Sentamos em algum lugar enquanto comíamos.

- Por que você queria o azul? Tinha um monte de rosa. - eu perguntei ainda pensando naquilo.
- Porque sim. - ponto final. - e por que você queria?
- Porque parecem nuvens.
- Mas as nuvens não são azuis. - Eu olhei pro céu, e mesmo que eu sempre soubesse que elas eram brancas, fiquei confuso - E as nuvens podem ser rosa também.
- Sim, de manhãzinha quando meu pai vai trabalhar as nuvens são rosa. E às vezes o céu fica vermelho.
- Mas o céu é azul - olhei mais uma vez pra cima antes de falar.
- E quem foi que disse que o céu tem que ser azul?
- Que cor é o seu olho? - uma coisa engraçada de criança é que elas precisam perguntar algumas coisas que parece que só as outras pessoas sabem, pois pra elas não faz muita diferença, como qual o nome da cor do cabelo, do olho, ou quantos anos têm.
- Castanho. Às vezes eles ficam verde.
- Então eu vou fazer um céu castanho com nuvens rosas.

Depois de um tempo percebemos que o sabor do algodão doce azul e rosa era o mesmo, mas nossa boca tinha um colorido maravilhoso. E eu também descobri o que estava esperando naquele dia, que ninguém sabe se existia.
Não importa quanto tempo demora até acontecer, como termina ou quanto tempo dura. O tempo não existe.

Quem sabe o que existe?









miércoles, 9 de mayo de 2012

Conceito com sangue

Eu sento lá fora, com um cobertor no colo, esperando uma daquelas estrelas caírem. É noite, mas eu sento debaixo da árvore em que gravei somente a minha inicial, dentro de um coração vazio, Bebendo chá de gengibre com sangue esperando qualquer uma daquelas estrelas caírem.
Sem mais conceitos pra pendurar nos galhos, resolvo me deitar, pois decidi que amanhã cedo saírei pra comprar sementes de alguma árvore que não tenha galhos.
Boa noite.

martes, 8 de mayo de 2012

Sorrisos sinceros.


E foi assim que eu me tornei um contador de histórias tristes.

viernes, 4 de mayo de 2012

Sussurros

O silêncio quase falou...