miércoles, 19 de octubre de 2011

Prazer em conhecê-la

Depois de dois meses uma briga. A última, pois eu já não me dou ao trabalho de sofrer com o fim. Na verdade estou sempre em busca do mesmo. Quanto antes vier, menos espera. Já não me permito as surpresas desagradáveis, nem os esforços inúteis.
A vida é assim, baby. Eu quebro seu coração, mas mesmo imaginando que isso seja impossível, você já dividiu a menor partícula indivisível do espaço: algum caco do meu coração.
Por isso eu nem tento. Esperança é acreditar em suposições, em algo que não existe. "Nós" não existimos, "nós" fomos. Casualmente ou por qualquer momento, nós fomos, brevemente significamos, mas nunca existimos. O "nós" nunca existiu. Algo potencialmente real demais pra ser mentira, mas "quase" ou "e se..." demais pra ser verdade. Nem o fim, nesse caso, é real. Não fique triste, portanto.
Por isso despeço-me com um "olá", como se nunca tivéssemos nos conhecido:

- Olá! Prazer em conhecê-la
- Oi... o prazer é meu!
- Então você é amiga do Tiago?
- Sim, que bom que vocês se conhecem...
- Ah é? Por que?
- Sempre te vi por aí, e quis conhecê-lo...
- Ora, bastava ter falado comigo!
- Como?
- Assim: E aí, vamos comprar uma bebida?
- Claro!

Eu peguei sua mão e fomos até o bar. Depois de dois copos um beijo.
Depois de dois meses uma briga. A última, pois eu já não me dou ao trabalho de sofrer com o fim...

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