viernes, 21 de octubre de 2011

A outra respiração

Já nascido há algumas horas, o sol brincava e escapava.
Num céu ora cinza, quase rosa.
Eu ouvia duas respirações. A minha não.
Vinha o vento, silencioso como orações, enchiam o quarto, e em algum momento, como se não agüentasse mais, esvaziava.
A outra respiração... Era dela, ao meu lado.
Eu espiava. Mas sem olhá-la, pois toda vez que o fazia tinha desejos de beijá-la, e queria eu respirá-la.
Ela brilhava, ela sorria. E, por isso, como se não pudesse mais, eu olhava.
E agora ouvia seu coração. O meu não.
Não resisti, e aquele cabelo caindo aos olhos, afastei, afaguei.
Mas é só, então. Pois assim como ela dormia, eu, acordado, apenas sonhava.

No hay comentarios:

Publicar un comentario