miércoles, 28 de septiembre de 2011

De Hades Para Perséfone

Dos famintos e doces lábios
Escorre o sangue ao queixo
Da semente como um beijo
Suavemente amaldiçoada

Sem pressa nos dedos
Que escapam da boca
Sem nem notar o medo
E roubando o rubro selo

Um gesto à alma rouba...
Sê meu riso, sorrindo comigo.
Provaste seis entre mil
Das doces sementes da romã

Sê meu choro, sem teu colo.
Castiga-me, só, ao inferno.
Ao inverno que à pele corta
Dá à alma um calor incerto,
De te ter por perto...


1 comentario:

  1. uauuuuu!!! Lindoo!!! Maravilhoso o blog querido! Amei! Faz uma página no Face tbm... Volto logo mais a tarde para deliciar-me com tempo, pois só com tempo a poesia é consumadora.
    um beijo

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