martes, 12 de abril de 2011

Assim Disse O Silêncio

Você sabe o quanto pode dizer um silêncio? O quão insuportável podem ser os gritos de um silêncio?

Mais um ano, desde então, se desmonta,
E toda a repetida engrenagem é mantida
Subindo sem pressa a mesma montanha
Aos trilhos de uma maldita locomotiva.

E mesmo longe, posso ouvir...
nem ecos ou sussurros,
São os gritos que vão me seguir
E surrarão meu futuro.

Menos humano. Desdenhado, nada desaponta
Nem a falha homenagem a uma nova vida,
Tão quanto à fuga da qual se desata
Um certo filho de um maldito motivo.

São os mais altos e eloquentes,
Estes gritos que ainda perseguem
Aqueles vazios consequentes,
Que, inconseqüentes, não conseguem.

Não conseguem ser verbo
E não conseguem morrer
Não podem ser erva
E não podem florir...

Gritam. Tão doloridos, sem clemência
Pois não estão simplesmente a sós
São, na verdade, apenas o silêncio...
O silêncio que ficou entre nós

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