sábado, 24 de diciembre de 2011

Doce Peste

Pensamento.
Eu penso
E minto.
Mental
E sentimental
Eu sinto... muito
Mas o pressentimento
É de que sou pestilento
Tenho a peste
Sou a mênade
E minha meta optata
É a beira que dilata
Cujo beijo
É metade chocolate
E metade menta.

jueves, 8 de diciembre de 2011

A Face do Amor - Parte II

O cenário não passava de um deserto. Um deserto imerso em luz.
Como se, ao contrário, de repente eu me percebesse presente ali, e parecesse não ter antes chegado, ou mesmo acordado, eu apenas observava, enquanto aquele mundo não parava. Ele falava, quase com raiva, eu ouvia, sentia... Medo, toda vez que ele partia, mas prometia voltar.
- O que fazes aqui? – Implorei.
-Estou para te proteger.
-Quem és?
Sem responder, foi ao poço buscar um pouco d’água. Era profundo, assim como a mágoa, mas prestou o favor.
Enquanto ele estava fora, Ela apareceu. Eu, sem saber o que, temi. Pediu que a olhasse, e quando o fiz, me perturbou. Sua face aos poucos mudou, e em breve se tornou Aquela. Prendeu meu olhar, roubou meu pulsar, e esqueci. Logo sua face já era Outra, e segundos mais não decide, apenas flui, como o ar que eu exalava.
- Não olhe! – uma voz ecoou de muito longe, como um vento, uivando cada vez mais alto até que nos ensurdeceu, a mim e a ela.
Ela partiu, voou, em um alento tão brando... Até que apodreceu tudo entre mim e ela.
-Não olhe, ela é um demônio para ti.
-Já partiu.
-Estás seguro por hora.
Partiu.

martes, 6 de diciembre de 2011

Canse em Paz

Sempre conjuguei a solução em um futuro mais próximo. No começo era a esperança. Mas foi com a desculpa de que amanhã o sol brilhará mais, e ano que vem as coisas mudarão, ou que da próxima vez tudo dará certo, que eu encaixotei passados inacabados e deformados.
Mas a verdade é que toda minha vida está se transformando num depósito de belas metades póstumas.

A Face do Amor

Já só, contemplando outras flores, ela veio, trazendo horrores. Agora com outra aparência, ela fitava sem clemência através de olhos conhecidos, os meus quase desfalecidos. Um sorriso obverso e um olhar perverso. Minha vontade anteposta levou a um bramido insultuoso e ao socorro iminente, de um ódio que condenaria. Sua face parecia fumaça, mudava, dançava, e não se concentrava em nada mais. De um rosto a outro ela escondia e mostrava um que era seu próprio, o demônio mais horrendo. Eu mesmo.

jueves, 1 de diciembre de 2011

A Queda De Um Serafim

Qual das minhas verdades é a verdade?
Quantas das meias verdades não passam de vaidade?
Eu tão jovem não pensei que enlouqueceria
Mas no vão do amor, sempre soube que me perderia...

Mas não passa a loucura
De uma podre fruta
Adoçada a beijos sob uma vinha
Amargada à solidão a se vingar

Esfomeado das palavras que, pra ti, não têm mais sentido,
O vício as repete a cada dia, na mente que parece latir.
Farta das parvoíces mais doces, mas que não saciam,
A virtude me leva à próxima lata de lixo em um siar...

miércoles, 30 de noviembre de 2011

Horóscopo

Ele acordou, abriu a janela e respirou fundo. A chuva estava chegando. No banheiro, esboçou um sorriso ao espelho. Preparou seu café, e enquanto se deliciava com o aroma, abriu o jornal. Pensando em seu futuro, leu o horóscopo:
Pra você, leão, hoje todos os sonhos, carinhos, desenhos, sorrisos e panquecas estão enterrados vivos; tome mais cuidado ao desalinhar os planetas, mesmo que você não tenha qualquer controle sobre algumas coisas, a culpa será sua.
Fechou o jornal, tomou um gole de café quente, pensou "eu já imaginava que não teria qualquer futuro", e decidiu sair sem guarda-chuva.

martes, 29 de noviembre de 2011

Autofagia

São as consequências de trazer à consciência
E comprazer a fome de meus defeitos
Constrito a desconstruir a própria putrecência
Para carnifazer e comer o próprio peito

domingo, 27 de noviembre de 2011

Que me ama

Na minha cama tem uma mancha do seu sangue,
E no seu sangue tem uma mancha que me chama.

Convite para velório

Não há esperança no mundo,
Eu sinto muito.
Só um monte de lixo, que só cresce.
Acredite.
E de tão imundo, eu já não minto.
Pois as verdades são sujas
As minhas e as suas
E as respostas sempre longe
Não estão nestas ou naquelas portas
Afinal o dente é bem mais duro
E a mordida bem mais perto

Pois a verdade não está em outro porto
A verdade é que o futuro sempre esteve... morto

Morrer sem tentar é meu lema

É mais fácil ignorar seu problema enquanto só você pode ignorá-lo.

jueves, 24 de noviembre de 2011

Prove agora o seu veneno

Por favor, prove um pouco da minha solidão,
Tente amar alguém que não se importa.
Sente-se comigo e provoque qualquer solução,
Pro caminho que te acolhe e depois te aborta.

Sinta-se como eu sempre me senti ao seu lado
E veja em nosso abraço o tamanho da desproporção
A cegueira do seu coração com caminhos selados
Que se afoga tentando se salvar da sua própria ação.

Eu mostro uma última vez, a última chance.
Te ofereço todo o pouco que me resta
Pra ter sua gratidão ao meu alcance

Sim, sinta raiva. Não sinta qualquer culpa
É unicamente um espelho do que não presta.
Mate-me, pois você é o sacrifício do próprio culto.

miércoles, 23 de noviembre de 2011

Eclipse

Quando perto, brilham impetuosamente
Deleitam-se de todo pólen, afásicos
Em seus peitos algo briga impiedosamente
Deitam-se. Mas não podem tangir. Afastados

São filhos bipáridos de um mesmo amor
E afastam-se, polutos dos mesmos ares
Breve voltarão no ciclo de um astro morto
Mas hoje um odeia e outro ama. Bipolares

lunes, 21 de noviembre de 2011

Encruzilhada

Nosso encontro foi a intersecção
Entre o  meu caminho e o seu
Ficará o rastro de uma ficção:
Algo que você não foi pra mim
E Algo que eu só pareci pra você

E foi sempre passado
Quando nasceu, viveu, e amou
Pra mim, mais farsa do que eu queria
Pra você, mais verdadeiro que deveria
Assim adoeceu e morreu, mas amou

Banho de chuva

"Provavelmente o maior defeito do ser humano é não nascer sabendo aquilo que todos deveriam saber, e que acabam apredendo até o fim da jornada. Vêm nesse pacote os instrumentos, os quais usamos pra aprender todas as coisas da vida, e são eles petrechos como: a dor, o erro, a insatisfação, a mágoa, o prazer, a tristeza, o arrependimento, etc. Mas de todos, o pior elaborado é a lembrança.
As memórias são como marcas de um mochador. Cada uma delas uma marca no couro. No momento em que o ferro em brasa toca a pele a sensação é insuportável, queima tanto, não é tão ruim quanto o restante. Daí em diante fica o ardor, assim como as lembranças, talvez uma ou outra bolha. Até que o ardor passa... E a marca fica, eternamente. Em alguns momentos você já nem lembra mais, é só uma marca mesmo. Mas algum dia você ouve aquela música que chega a ter cheiro e sabor, você ouve alguém gritando aquele nome na rua, e então seu pescoço endurece e seu sangue corre gelado com aqueles batimentos fortes e inesperados do seu coração, você vai limpar seu quarto e acha tudo aquilo... E então olha pras suas marcas, toca nas suas lembranças, sejam elas boas ou ruins. Está tudo ali só pra ensinar uma lição? Ou está tudo ali sem propósito algum? Seja qual das duas opções for, é um fato desconfortante.
Eu mesmo hoje tomei um banho naquela chuva, a temperatura estava igual daquela tarde. tão gelada que eu não podia parar de rir, e eu lembrei porque estava rindo... E me senti feliz, mas, por mais ridículo que possa parecer, a chuva parou nesse momento..."

domingo, 20 de noviembre de 2011

Descuidado

Eu olho para ela. Olho sem medo.
Eu a sigo, obsessivo.
Por aquela rua. Por seus olhos
Nutrindo minha semente
Que me faz sempre culpado
Eu a observo, sem cuidado

Vestígios de Sangue

Uma presença ausente
Tropeçando em meus pulsar,
Pelo perfume que se sente
De uma tarde sem acabar...

Ainda morno, o ar pensante,
É um quadro de pétalas a voar;
Puro e ao sabor de sangue.
São vestígios que fazem suspirar

Agora olhar, sem saber para onde!
Nos rios congelados implorando borbulhar
Livremente, quentes, até a fonte
Da magia que faz o tempo parar...

viernes, 18 de noviembre de 2011

Atire Agora

Quero que tudo morra aos poucos. Todos.
Espero ficar rouco de falar besteiras sem sentido,
Revolvendo o passado que joguei no poço
E adormecer louco, com o revólver na cabeceira

martes, 15 de noviembre de 2011

Ferro em Brasa e Gelo

Eu digo. Calado.
Todo dia, ao seu lado.
Sou o troglodita no calabouço.

Eu te abraço com as mãos no bolso
Com a brasa no aço e com a asa no pouso.
Assoberbado pelo aglomerado de tão pouco

Tão pouco caso
Tampouco eu canso
De tanto tenso espaço
Enquanto você só escapa

E de tão quente, eu esqueço
Pois deitado contigo me aqueço
Ainda contido no seu frio espesso
Mas contente com o deleite fronteiriço.

viernes, 11 de noviembre de 2011

11

"Por um tratado e um triz temos uma era
Se a lua comer e vomitar a si mesma, noite a noite" 






Dedicado a uma das pessoas mais especiais da minha vida. E hoje a lua está cheia de novo. Vejo-te em breve, pra cumprir nosso trato.

miércoles, 9 de noviembre de 2011

lunes, 7 de noviembre de 2011

Nada Aconteceu

Meu coração ainda admira
Cada uma de suas mentiras
Que sempre fingem me proteger
Mas apenas querem te esconder.

E a cada segundo eu tento roubar
Palavras de amor que você não quer dizer,
E abraços de carniça que vão me matar
Mas isso é tudo que me faz querer viver.

viernes, 4 de noviembre de 2011

Reflexo oxulfeR

- E se eu não te amo o quanto parece?
- Então você sabe mentir muito bem.
- Ah, pode ter certeza que eu sei.
- E por que você faria isso?
- Você não faz o mesmo?!

Clausura

Eu desafio, ela desvia.
Eu desfaço, e ela, de fato,
Não dá espaço.

jueves, 3 de noviembre de 2011

Perecendo

A aparência é apenas uma parede...

Tentei transparecer.
Transpareci, transpareci,
Até que, enfim, desapareci

E Quanto a Mim?

Doentio!
O nojo do sangue frio,
Está nos entes e membros
Em cada orgão, desde o âmago vadio
Até os dentes em um ângulo crescente
Um sorriso em ordem, mas embromado.

Desonesto!
Sou comigo mesmo
Uma mentira sem freio
Sou, e detesto, sempre mesto.
O soro dos olhos sendo derramado
Lentamente, frendendo, bramando...

Desisto...
De tudo isto.
Blefei, traí, enquanto amei.
No silêncio de mais um desastre.

E quanto a mim?

Desiludido.
Planto meu cadáver.
Essa flor que nunca brotará
Estafada de solos sem caráter.
Estive sozinho enquanto a amei...
Mas e quanto a mim?

domingo, 30 de octubre de 2011

Página em Branco

Mais uma noite acordado
Com a corda no pescoço.
Eu esboço mais uma nota
De um grande esforço:
Que um dia livrará
Meu franco amor
De mais uma morte:
Do fraco na forca,
O feito do forte,
A alvorada do perdoado.
Uma parte do livro
No pêndulo do feitio
Que é devorada
Pelo vazio:
"O Capítulo do Silêncio"
É assim que eu chamo
A página em branco
Na qual que digo que te amo.

jueves, 27 de octubre de 2011

Quebre

Antitética
A rima poética
Gramática e estética

Eruditização

A fala da cética
O discurso de dialética

Se horroriza, é feia e esquelética,
Quebre.

domingo, 23 de octubre de 2011

Cada pedaço

Esses fragmentos... São meu alimento.

viernes, 21 de octubre de 2011

A outra respiração

Já nascido há algumas horas, o sol brincava e escapava.
Num céu ora cinza, quase rosa.
Eu ouvia duas respirações. A minha não.
Vinha o vento, silencioso como orações, enchiam o quarto, e em algum momento, como se não agüentasse mais, esvaziava.
A outra respiração... Era dela, ao meu lado.
Eu espiava. Mas sem olhá-la, pois toda vez que o fazia tinha desejos de beijá-la, e queria eu respirá-la.
Ela brilhava, ela sorria. E, por isso, como se não pudesse mais, eu olhava.
E agora ouvia seu coração. O meu não.
Não resisti, e aquele cabelo caindo aos olhos, afastei, afaguei.
Mas é só, então. Pois assim como ela dormia, eu, acordado, apenas sonhava.

miércoles, 19 de octubre de 2011

Prazer em conhecê-la

Depois de dois meses uma briga. A última, pois eu já não me dou ao trabalho de sofrer com o fim. Na verdade estou sempre em busca do mesmo. Quanto antes vier, menos espera. Já não me permito as surpresas desagradáveis, nem os esforços inúteis.
A vida é assim, baby. Eu quebro seu coração, mas mesmo imaginando que isso seja impossível, você já dividiu a menor partícula indivisível do espaço: algum caco do meu coração.
Por isso eu nem tento. Esperança é acreditar em suposições, em algo que não existe. "Nós" não existimos, "nós" fomos. Casualmente ou por qualquer momento, nós fomos, brevemente significamos, mas nunca existimos. O "nós" nunca existiu. Algo potencialmente real demais pra ser mentira, mas "quase" ou "e se..." demais pra ser verdade. Nem o fim, nesse caso, é real. Não fique triste, portanto.
Por isso despeço-me com um "olá", como se nunca tivéssemos nos conhecido:

- Olá! Prazer em conhecê-la
- Oi... o prazer é meu!
- Então você é amiga do Tiago?
- Sim, que bom que vocês se conhecem...
- Ah é? Por que?
- Sempre te vi por aí, e quis conhecê-lo...
- Ora, bastava ter falado comigo!
- Como?
- Assim: E aí, vamos comprar uma bebida?
- Claro!

Eu peguei sua mão e fomos até o bar. Depois de dois copos um beijo.
Depois de dois meses uma briga. A última, pois eu já não me dou ao trabalho de sofrer com o fim...

lunes, 17 de octubre de 2011

Inverso

O incerto...
Vasto deserto
Entre o travesseiro e o chão
No colchão, uma avessa paixão.

miércoles, 12 de octubre de 2011

Um pássaro que não voa

Onírico e tédio se misturam,
Meus olhos não fecham,
Mas estou num nível médio e turvo
Onde o óbvio se afrouxa.

Sua invisível imagem se aproxima,
Graciosamente evanesce.
Cai o véu do mundo, prostíbulo.
A socrática mente envaidece.

Despeça-se com um beijo ao menos
Antes de despedaçar o mundo que vejo.
Seja o antídoto destes venenos obscenos!
Ceife minhas asas em seu primeiro voejo!

lunes, 10 de octubre de 2011

Definitivo

É um limite que não se desfaz
Nem também se defende.
Me faz e determina fugaz.
É a fuga destes defeitos.

Sempre às beiras, de maneira
que eu não prove nem suporte.
Serpea minha alma inteira,
Foge e me deixa com fome,
A morte...

viernes, 7 de octubre de 2011

Artéria

Incomode, mude.
Não tenha modos
Nem medos

Seja rude,
Como um disparo...

Mas seja raro.

jueves, 6 de octubre de 2011

feito com amor

se eu fosse alguém
desenharia uma história colorida
onde estaríamos eu e você
desenhando nossas vidas
perdendo o tempo como crianças
rindo da cara um do outro
e fodassilizando nossas impressões
se algo na vida tivesse sentido
fosse isso
fosse um desenho grande num papel gigante
donde estaríamos desenhando uma história colorida
onde leríamos a nós dois e contaríamos histórias
onde rabiscos nada mais fossem
do que rabiscos

for little old bode

Desabraço

Envolve, embrulha, acaricia,
Mas dissolve, farfalha
E enfim diferencia.
Entoando sussurros
Que, sem falha,
Sucintos e sorrateiros,
Eternamente soarão
Como uma costura,
À minha postura
No escuro.

miércoles, 5 de octubre de 2011

não pergunte para mim

tudo o que houver de ruim será assimilado
todo o feio, o errado, o torto, os azares

tudo o que causar nojo ou repulsa
será tomado como inspiração

naquilo que a perversão se debruçar
seremos fiéis seguidores, semeando o horror

em tudo o que o caos molhar o dedo,
aí, meu caro, teremos deleite

martes, 4 de octubre de 2011

Beijo

Sua sede,
Sucessiva, quase suave
Sê... Repete.

Repele, mas volta.
Envolve, engole.
Morde, mora
Vai embora,
Pelas beiras
De um beijo...

Incessante, insaciável.

lunes, 3 de octubre de 2011

Meia noite, minha noiva...

domingo, 2 de octubre de 2011

Limpa Tentativa

Resistência, subsistência.
Os sublimes restos
São estes limites...
O limbo tentador

viernes, 30 de septiembre de 2011

Virtual

"Isso é só o resto daquilo que eu não desejei que fosse." (Thaís Sobrinho)

Você errou... Amigo.

Eu nunca te falaria.

Mil vezes falar sozinho,
com uma ou duas garrafas,
como faço agora.

Mas não, eu nunca confessaria.
Eu nunca extrapolaria
o limiar da egolatria.
Nunca suportaria
Ser uma semente definhada.

Mas o que então eu já sou?
Uma causa findada?

Eu prefiro deixar pistas
Encontre-me na sarjeta.
Enquanto mais à esquerda
Um coração agoniza

De fato não és uma antiga amizade
Nem a linfática cantiga de sinceridade
Mas sim o que causa essa saudade
É de pouca idade, essa sensibilidade

Uma nova paixão.

Natureza Morta

Como se de minhas mãos brotassem flores
As abelhas vinham a mim se alimentar
Bailando no ar em sintônia de amores.
E de tanto que vi, quis a mim mesmo abraçar
Sem perceber a sinfônia de horrores,
E das flores, os espinhos a me arranhar
E não abelhas, mas moscas tinham-me a sabores

jueves, 29 de septiembre de 2011

Re.Mover

Um mísero dia ausente. Não mais que todo o tempo até agora. Mas é o suficiente.
O que ela fez? O que fez com meu dia, procurando-a em acasos, em destinos sem vez?

miércoles, 28 de septiembre de 2011

De Hades Para Perséfone

Dos famintos e doces lábios
Escorre o sangue ao queixo
Da semente como um beijo
Suavemente amaldiçoada

Sem pressa nos dedos
Que escapam da boca
Sem nem notar o medo
E roubando o rubro selo

Um gesto à alma rouba...
Sê meu riso, sorrindo comigo.
Provaste seis entre mil
Das doces sementes da romã

Sê meu choro, sem teu colo.
Castiga-me, só, ao inferno.
Ao inverno que à pele corta
Dá à alma um calor incerto,
De te ter por perto...


domingo, 25 de septiembre de 2011

Um Pacto E Uma Lua

Ao passo que a lua nada nua
Em um imenso mar suspenso
O coração ri ao ritmo do pêndulo
Quando num vôo eu vou a tua rua

Em um passo ultrapasso tua porta
Feito um sonho, talvez demônio
E zelo a ti, nem adormecida nem morta
E de fato ao teu lado me faço atônito

Um suspiro inspira as mariposas
Que dobram, sopram e ruflam
E desposamos onde a lua posa
Grandiosa e graciosa, noite a noite

Emana luz que a faz uma herma
E aos seus pés nós pecamos esta noite.
Por um tratado e um triz temos uma era
Se a lua comer e vomitar a si mesma, noite a noite.

viernes, 23 de septiembre de 2011

A Satisfação De Um Cético

É tão tolo meu ser...
Que na própria razão
Precisa crer

E no pulso confiar
Pra não morrer...
Sufocado com o ar

Do coração, e das juras,
Que são certas demais
Até nas suas loucuras.
Eu só preciso de mais

Crer das palavras puras
Que são doces muito mais
Mais que a língua procura
Eu sempre preciso de mais...

domingo, 18 de septiembre de 2011

Amo (quase) todas.

De algumas delas está nos lábios, como se falassem, mesmo calados, coisas tão doces, daquelas que você deseja realmente ouvir, uma música composta só pra você.
Outras na delicadeza da pele que, de longe ou perto, são a mesma seda, às vezes alguma sardinha ou pintinha que aumenta o encanto.
Outras no olhar que desvia, que te olha como se fosse a última vez na vida, pois sabem que a chance não existe, e aquelas que se atrevem a ignorar.
Algumas têm no cabelo... Seja curto ou longo, encaracolado, moreno, liso, loiro, despenteado, preso, infinitas combinações que prendem como uma rede.
Algumas têm o corpo perfeito. Perfeito pra mim, altas, baixas, magras, gordas, esculturais.
Noutras está o andar, no jeito, no gesto, no sorriso.
Algumas têm no esquecimento, na solidão, pensando que ninguém as nota, mas eu estou lá. Eu estou lá para notar onde elas guardam essa capacidade mágica de me fazer apaixonar. Onde elas especialmente guardam e mostram sua essência feminina que captura meu coração, e espalha pelo mundo, como uma semente que voa sem rumo, sem controle. O único destino é apaixonar.

sábado, 17 de septiembre de 2011

Desilusão

O coração rasgado...
Como as cortinas desse palco
Fábula do amar, fábula do despertar

viernes, 16 de septiembre de 2011

Esthrelas Cadentes

Eu arranco com todas as forças
Os meus pés do chão
Como uma raiz colhida sem remorso
Mas a questão:

Asas não sei calçar...

E não quero entretê-las, quero tê-las,
Mas às estrelas não vou alcançar.
Nem em mil saltos...

Esperar sempre resta
Aquelas finas arestas
Caírem do alto.

jueves, 15 de septiembre de 2011

Envolvimento

E a Cidade que já não tem personalidade, agora cultua o não envolvimento, o não-estilo.
O Desenvolvimento é jogar no azilo uma cultura de terceira idade.
A reprodução não é mais biológica, é o conhecimento que se propaga.
Não por uma causa mágica, nem procriação.
É apenas o aumento de um novo preço que se paga, nobre praga: O equilíbrio instável
A insustentável forma da evolução.
O instinto artificial.

miércoles, 14 de septiembre de 2011

Se ao menos ela fosse curiosa

Ela sorri, move... A mim, e comove aquém
Sente, mas eu não sei o que, e talvez mente.
Tem seu próprio modo, seu próprio caminho.
Habitando em cada olhar um alguém
E assimilar o que sinto, já é tempo perdido
Racional demais, eu já sou um amante ferido.

martes, 13 de septiembre de 2011

Um pouco mais que nada

O homem que sonha atualmente é mendigo. O sonhador mendiga por uma palavra. Ninguém sonha pela paz, e essa palavra também não é amor. Ninguém mais é ingênuo o bastante para ousar um sonho pleno de felicidade, amor, paz e compreensão.
Ouça bem, pois é raro o que eu digo: O homem caça, escava, lavra... Tudo pela mediocridade do “mais”. Os desejos já não têm aquele louvor, bem como ele (o sonhador) pede pouco, um pouco mais que nada, é assim o mendigo.
Tudo o que sonhamos é “mais”: Um pouco mais de paz, um pouco mais de amor, um pouco mais de paciência.
A decadência da utopia é uma sentença definitiva, é a privação da esperança, em um mundo onde os sonhos dependem da bondade de qualquer esmola.

lunes, 12 de septiembre de 2011

Fracas Rimas do Fracasso

Eu sou a tensão;
A imperfeição.
A muralha
Que atrapalha.

sábado, 10 de septiembre de 2011

Óbvio demais para entender,
Tudo o que precisa ser dito, mas não pode ser.

jueves, 8 de septiembre de 2011

Sim, é sobre ti.

Eram pequenos dedos
Um breve toque
Aquela troca
Fraca

Eu roubei, com medo
No breve toque

Mesmo se eu pudesse
Ou dissesse
E soubesse como fazê-lo
Não o faria
Pois é a preguiça
E o medo da injustiça
Mais vazia
A injustiça de amar.

Então eu engulo
Toda palavra imposta
E apenas fagulho
O fogo do ódio

“Que bosta!”

Eu fracasso
Um fracasso que é
Apenas exagero do tentar
O falhar.

Uma pequena falha do sucesso
O não tentar.

sábado, 20 de agosto de 2011

Leoce

Foi um abraço demorado o suficiente para eu me perguntar por que o abraço era demorado. Incondizente com tudo que houvera até ali... Pois nada fora dito. Tudo meigamente subentendido. Mas a história nunca é bonita.
- Eu me apaixonei por você, sua desgraçada! – Disse rispidamente, mas sorrindo.
- Eu sei disso, e não acho ruim. Até deixaria tudo por você, mas não posso deixar tudo. – Ela sorriu e se entristeceu.
- Eu aceito a derrota, mas continuarei tentando. Até você fazer algo. – Minha vez de ser o triste.
- Mas você é que precisa fazer algo. – Finalmente revelou.
- O que me garante?
- Nada. – Ela disse desafiando minha segurança.

Calou. Sorrimos. Desfizemos o abraço. No fim das contas isso foi apenas um abraço demorado. Conversando com o silêncio.

miércoles, 17 de agosto de 2011

Névoa dos Pampas

Um frio que invade os ossos
Mas aqui o intruso sou eu
Nadando em um mar inóspito
Um mar branco, do verde que morreu

Onde não se espera a noite
Pro orvalho chegar
E sempre é noite
Pro sol brilhar

E não é preciso tabaco
Nem mesmo fogo
Pra ver fumaça dançar
Um vinho de Baco
Um fauno
Faz o corpo esquentar

É a bruma tímida
Que não mostra nem um palmo
E não deixa lúcido
Mesmo o homem mais calmo...




jueves, 28 de julio de 2011

Poesias de Amor

Ah! A poesia...
Aquela que me vem em gotas
Enquanto estou apaixonado
Uma ou duas palavras, leves.
E quando estou com (um dos)
Corações partidos
Surgem mais uma vez
Mas desta, se vão em rios...
De lágrimas?

Talvez. Muito sal, muita lágrima,
Mas pouca alma
Pura água... com açucar
Pouco vinho, muito suco

A mesma velha veia que sugo
Que já cega e seca, nem o musgo
Nem podre ali está
Nem poderia estar

É só a cópia, que tenta
E consigo copula
É apenas uma farsa
Que consegue ser caçula
E que vira fardo, e vira culpa
Se revira, na mesma via
E uma vez mais, tenta...
Mas nunca virá




viernes, 6 de mayo de 2011

Grite!

Você alguma vez já levantou sua voz?
Quem te ouviu?

viernes, 22 de abril de 2011

Qual é a sua fuga?

DO QUE VOCÊ ESTÁ FUGINDO?

jueves, 21 de abril de 2011

triCOTADA DE 21 a 29 de Maio

Já saiu o Edital da exposição triCOTADA.
Você que produz e quer expor, fique atento ao nosso cronograma.




Este ano a ideia dessa exposição é dar continuidade das edições anteriores, mas com caráter mais democrático, ou seja, todo aquele que quiser poderá expor. Essa edição tem como objetivo criar oportunidade para os artistas experimentar, expressar-se, discutir, abrir a mente para novos trabalhos e mostrar que a arte pode e deve chegar a todos.

Dentro da ideia da triCOTADA criamos dois tipos de divulgação, uma voltada ao conceito de "falar, gritar, expressar-se" e outra voltada para "Abra sua mente", a exposição não terá um tema que os expositores deverão seguir, será totalmente aberta ao que os artistas quiserem expor.




Resumo do Edital


Inscrição TriCOTADA
A inscrição só estará completa após:
Ø Enviar e-mail para exposicaotricotada@gmail.com até o dia 08 de maio contendo fotos de até cinco obras diferentes que você pretende expor;
Ø Enviar as fotos em ordem de preferência para expor;
Ø Cada foto deverá obrigatoriamente ser acompanhada das seguintes informações:
· Título;
· Técnica;
· Dimensões;
· Ano;
· Está a venda? ( ) Sim ( ) Não;
· Se sim, informe o valor da obra;
· Informe os materiais e a orientação necessários para a montagem da sua obra na exposição quando houver especificidade.
· Indique a ordem de sua preferência para exposição dos trabalhos (1ª, 2ª, 3ª, 4ª ou 5ª)
Dados complementares para divulgação e orientação de mediadores
· Descrição sucinta de cada trabalho; do seu processo de produção; da sua concepção de arte.
Você receberá um e-mail de confirmação e só após este ato sua inscrição estará completa.
O número de obras exposto de cada inscrito decorrerá da relação entre o número de participantes e o espaço disponível, das condições de montagem e dimensão das obras.
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES DA TriCOTADA
Inscrições dos artistas: 18 de abril a 06 de maio no NED/Centro de Artes/Rua Alberto Rosa , 62;
Reuniões explicativas obrigatórias com os artistas: 28 de abril às 18 horas e 02 de maio às 18 horas;
Envio de informações para o e-mail: 18 de abril a 08 de maio;
Entrega das obras na Laneira/ Duque de Caxias, 104: 16 e 17 de maio, das 10 horas às 19 horas e dia 18 de maio das 10 horas às 12 horas;
Vernissage: 20 de maio, das 19 horas às 22 horas;
Período de exposição e visitação: 21 de maio a 29 de maio, das 11 horas às 19 horas. Nos fins de semana o horário de visitação será das 10 horas às 18horas;
Retirada de obras: 29 de maio das 18 horas às 20 horas e 30 de maio das 10 horas às 19 horas.


Baixar o Edital completo Clique Aqui.

martes, 12 de abril de 2011

Assim Disse O Silêncio

Você sabe o quanto pode dizer um silêncio? O quão insuportável podem ser os gritos de um silêncio?

Mais um ano, desde então, se desmonta,
E toda a repetida engrenagem é mantida
Subindo sem pressa a mesma montanha
Aos trilhos de uma maldita locomotiva.

E mesmo longe, posso ouvir...
nem ecos ou sussurros,
São os gritos que vão me seguir
E surrarão meu futuro.

Menos humano. Desdenhado, nada desaponta
Nem a falha homenagem a uma nova vida,
Tão quanto à fuga da qual se desata
Um certo filho de um maldito motivo.

São os mais altos e eloquentes,
Estes gritos que ainda perseguem
Aqueles vazios consequentes,
Que, inconseqüentes, não conseguem.

Não conseguem ser verbo
E não conseguem morrer
Não podem ser erva
E não podem florir...

Gritam. Tão doloridos, sem clemência
Pois não estão simplesmente a sós
São, na verdade, apenas o silêncio...
O silêncio que ficou entre nós

jueves, 7 de abril de 2011

Voltei a sonhar

De todas as escolhas que eu fiz até hoje, sem dúvida a mais difícil foi decidir se minha vida seria realmente minha ou continuaria sendo uma vida. Dizem que esse momento chega em algum ponto da jornada de todos, mas conheço muitas pessoas que beiram da passividade à morte, e não passam disso. Inertes, idosos e presos.
Que lição eu deixarei no fim da minha vida? Ainda é cedo pra dizer, estou reaprendendo tudo agora; Se o fim da minha vida fosse agora a única lição que eu teria é: A vida não é linda, e viver não é foda. A vida é a vida, se ela for sua.
Depois de ter morado sozinho, viver à vodka e macarrão por alguns meses, depois de procurar a morte, vícios, procurar a felicidade, depois de relacionamentos messiânicos, depois do conformismo de tudo voltar ao seu devido lugar, meu Eu Interior não sossegou, a vida ainda não era minha, apesar de tantas emoções e independências. Algo em mim disse "não, ainda não está tudo certo, você não aprendeu todas as lições e você não chegou ao seu fim"; Então eu escolhi... Escolhi conquistar a vida que me era prometida.
E agora eu sonho...

martes, 1 de marzo de 2011

Algo sobre Felicidade

Alguns dizem que ser feliz é sorrir sem precisar de motivos.
Digo a estes que a felicidade não está no sorriso, e sim nos motivos.

domingo, 13 de febrero de 2011

Amor.

Amor.. termo indescritível ao sujeito que dele sofre consequências inesperadas, tais como desilusão, decepção, fracasso, estresse pós-traumático e enfim..
Tornar um único sentimento o alicerce de qualquer existência, ou considerar que seja, acreditar que seja o princípio fundamental para dar continuidade a um caminho que, sem o aprimoramento mental só se apresenta insípido, portanto, é necessário tornar este sentimento o vínculo para o processo de idealização de tudo, que, em realidade só se torna ideal, quando exista a possibilidade de suprimir a necessidade do desejo que se tem para com o objeto desse amor.

Não necessariamente que se trate de um objeto inanimado, ou ao menos não é desse que eu trato. Mas, quando nos esforçamos por atribuir um vel que encobre tão bem todas as sequelas e imperfeições quanto o fazem maquiagens, acabamos por esquecer que o medo que se sente a princípio é justificado pelo fato de que se ignora a possibilidade de sofrer por insistir naquilo que, por dedução, só contribuiria para que nos sentíssemos desolados por um tempo prolongado.

As vezes nos tornamos desolados, e isso porque quando se mais quer estar especialmente com determinada pessoa, não importa por quanto tempo seja, aonde, se continuarão ainda existindo outras pessoas; tudo o que se deseja, é estar ao lado de quem gostamos. E quando a pessoa que queremos que esteja próximo de si, não deseja a aproximação?

Então não nos conformamos, se esse era pois o único ser que poderia suprir a necessidade, que muito modelada, tal se tornou, logo, nos contraímos para as profundezas decadentes dos juízos exatos quanto ao que se imagina como destino. Sim, só poderia haver sofrimento, o aprendizado que se pode abstrair, isso lhe confere o conhecimento sobre a sua capacidade de atribuir valor a determinado objetivo, para benefício próprio sempre.

Mundo quadrado

É viajando por aí que você percebe o quão redondo é o mundo, e quão chata é a saudade.

domingo, 23 de enero de 2011

martes, 18 de enero de 2011

Misantropia

Chuva, frio, chá e uma história pra escrever. Tudo perfeito... Se eu morasse sozinho.

viernes, 14 de enero de 2011

Oficinas de Desenho no SESC Foz do Iguaçu

Em janeiro iniciam as Oficinas de Férias. Uma variedade de cursos com curta duração (máximo um mês) com temas específicos:

Desenho Básico:
Curso com conteúdo essencial de desenho. Todas as noções básicas de proporção, perspectiva, luz e sombra, esboço, formas, etc. Ou seja, pré-requisitos para qualquer desenhista iniciante, que queira iniciar cursos mais avançados no futuro, ou outras técnicas que tenham como pré-requisito o desenho.
Horários:
- Terça e Quinta das 18h30 às 21h30 (acima de 14 anos)
- Terça e Quinta das 14h30 às 17h30 (acima de 10 anos)
Valores:
Parcela única de R$50,00 para comerciários e R$75,00 para não comerciários.

Oficina de Mangá:
Curso voltado à história, conteúdo e filosofia do desenho japonês. Noções teóricas e práticas, além das etapas de produção de um mangá.
Horários:
Sábado das 10h às 17h com intervalo de 12h às 14h (acima de 12 anos)
Valores:
Parcela única de R$50,00 para comerciários e R$75,00 para não comerciários.

Oficina de Pintura com Aquarela:
Curso sobre os fundamentos históricos, teóricos e práticos da pintura em aquarela, bem como suas várias técnicas.
Horários:
Segunda e quarta das 18h30 às 21h30 (acima de 14 anos)
Valores:
Parcela única de R$50,00 para comerciários e R$75,00 para não comerciários.

Oficina de Desenho da Figura Humana:
Curso voltado ao desenho avançado do corpo humano.
Horários:
Sexta das 18h às 22h
Valores:
Parcela única de R$50,00 para comerciários e R$75,00 para não comerciários.

Oficina de Caricatura e Cartoon:
Curso sobre os fundamentos da caricaturização e princípios da criação de personagens em estilo cartoon.
Horários:
Sextas das 14h às 17h
Valores:
Parcela única de R$50,00 para comerciários e R$75,00 para não comerciários.

jueves, 6 de enero de 2011

Toda madrugada

Ele não entende como tem sono demais para escrever, e sono de menos para dormir.

martes, 4 de enero de 2011

Só pra constar:

Ainda não morri.