martes, 28 de septiembre de 2010

Diariamente.

O dia tem significado apenas para quem trabalha, estuda ou exerce algum outro compromisso; e naturalmente, é simultâneo para qualquer outra pessoa, o que torna possível tanto modificarmos a realidade daquelas que se fazem presentes ou próximas, como elas fazerem o mesmo conosco.
Acordar em determinado horário todos os dias e programar o relógio após despertar para tocar alguns minutos após o primeiro toque, já é um trauma que vem à mente todas as noites em que durmo tarde, o que acontece sempre, pois vizinhos fazem barulho, animais também, e a maldita televisão sempre tem alguma intriga muito interessante nas novelas para atrair todos os moradores que a contemplam devido à sua surrealidade.

Mas ainda assim, consigo levantar no horário que pretendo sempre, para me dirigir a algum ponto de ônibus, pois nunca pego o mesmo ônibus, e então seguir o mesmo trajeto que consome boa parte do tempo que eu poderia utilizar para realizar alguma coisa útil ou simplesmente não ter que aturar situações desagradáveis. Por vezes, devido ao fato de outra pessoa parar um ônibus na frente daquele que você deveria tomar, pegar (os verbos para esse uso são realmente um tanto que incoerentes), impossibilitando assim que o seu transporte pare e você siga despreocupado para seu destino. Então, sem opção você as vezes pega um transporte que não tem o destino que você esperava, mas ainda é interessante, quando você encontra pessoas que gostaria de encontrar com mais frequência.

As vezes estamos convictos de que ninguém mais além de nós é apto para deitar a confiança ou segurança aos braços daquela pessoa que sentimos necessidade de ter por perto, seja pela fragilidade que ela representa, por afeto demasiado, chegando a ser supérfluo as vezes, de qualquer maneira, mal interpretado. E quando presenciamos a preocupação de outro indivíduo para com esta pessoa, sentimos que talvez sejamos negligentes por não pensar nisso que aquele indivíduo pensou e que aparentemente beneficia a condição do nosso 'protegido'. Além de inveja, sempre vem um pouco de descaso, que nos faz questionar a nós mesmos se tudo o que foi feito até agora, foi suficiente, se teve impacto algum ou mesmo necessidade. Assim nos sentimos também, no direito de não fazer caso algum do que vir doravante, algo que não conseguimos realizar com perfeição.

Tão somente o ato sugerido por outra pessoa é realizado, nos sentimos invisíveis a partir de então, nada tem mais significado ou tudo se torna insípido, sem valor algum. E ainda assim nos deslumbramos sozinhos com o que nos demonstra a pessoa que tem para nós um valor imenso, embora, o trajeto sempre chegue ao final, e a pessoa que gostaríamos que permanecesse por muito tempo, sempre parte antes que você. Adeus intensidade, tudo o que não gosto de denominar 'rotina' se recomeça e os momentos posteriores sempre remetem a este. Como eu odeio acordar cedo, pegar ônibus e ir trabalhar!

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