domingo, 22 de agosto de 2010

Câncer

É a doença, a criança, a matança
Mas é a cria que não espera
Pois dói
E não supera
É a sequela
É a vela
Gotejando
Das mãos, as palmas
Cortejando
Da morte, a alma

É o beijo!
É da blusa, o feixo
É da lua a aura
Lá tão alta
Que se esmera
Que se esbalda
Mas não espera,
Não acalma

Já foi lama
Já foi vento,
Agora é trama
E eu que tremo
Eu que temo...
É esse tumor
É o amor.

1 comentario:

  1. Priminho! como sempre, adoro o que tu escreve! =**
    ass: Sah prima

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