domingo, 22 de agosto de 2010

Câncer

É a doença, a criança, a matança
Mas é a cria que não espera
Pois dói
E não supera
É a sequela
É a vela
Gotejando
Das mãos, as palmas
Cortejando
Da morte, a alma

É o beijo!
É da blusa, o feixo
É da lua a aura
Lá tão alta
Que se esmera
Que se esbalda
Mas não espera,
Não acalma

Já foi lama
Já foi vento,
Agora é trama
E eu que tremo
Eu que temo...
É esse tumor
É o amor.

A Manchinha.

Ah! Aquela manchinha...
Bem ao sul... Como dizem "onde não bate o sol"
Longe do norte, encantadora como a morte
Um pouco ao leste, mortal como a peste.
Na Linha do Equador,
Mas com curvas do México
Malditas medidas métricas, miliétricas
Na constelação de virgem
Aos beijos do leão conquistador
Ah! aquela manchinha
Ao puro sabor do imenso calor
De qual fui segundo desbravador
Depois apenas de sua pobre mãezinha...



Declaro que não estou são.


Há mais de um ano era pra eu parar de ouvir Genitallica, mas essa Oficina de Graffiti reanimou o rítmo

jueves, 19 de agosto de 2010

Finalmente!

Você já não é um demônio


No entanto ainda é hormônio...

martes, 10 de agosto de 2010

Naquele Entardecer



Foi quando pensei
No quanto desejei
Voltar no tempo,
E moldar o vento,
Para matar o coração
E fazer um furacão...

jueves, 5 de agosto de 2010

Fique fora dos meus sonhos!




Noites acordado. Armas, drogas, violência e diversão adoecida.
Dias sóbrios. Prazos, planos e concretizações.
O corpo sucumbe. Sono, sonhos. Lindos sonhos. "Há quanto tempo não te via?". Sentidos virtuais. Sentimentos reais.
O sol não esquece. Desespero não é sonhar, o desespero é despertar.
Rotina. Envelheço. Câncer. Já se passaram mais de dois anos, e eu ainda não morri.