jueves, 22 de julio de 2010

Tão pouco tempo...

Ainda que apenas mais um humano, eu, fruto da mais aleatória combinação genética, único sobrevivente dentre milhões de células reprodutoras, dentre outras zilhões pertencidas e desperdiçadas por meu progenitor. Sou fruto de uma aberração estatística dentre infinitas possibilidades em que eu não seria eu. Mas eu sou eu. Eu, que fui esculpido por cada equação e sopro do mundo, cada emoção me fez um pedaço, cada experiência uma característica.
E cada olhar foi moldando meus próprios olhos, para que eu pudesse ver um mundo estatísticamente mais bizarro que seu prórpio paradoxo existêncial, tão bizarro quanto seus próprios moldes que foram feitos. Muito embora os meus olhos e moldes me permitam admiração. Como por outros filhos do acaso, chegando a inventar o amor. Sim filhos do acaso, e inventores do amor.
E nessa bela noite em que eu percebo a sorte que tenho, por estar vivendo, que logo morrerei e a vida que tenho agora acabara. E essa é única. Uma noite tão bela, em que percebo que o tempo está passando, estou morrendo, e o tempo não voltará. É nessa noite tão única que eu ficarei sentado na frente de um computador, sozinho, esperando chegar a hora em que eu esteja tão entediado a ponto de dormir.
Bela é a vida...

2 comentarios:

  1. linda...
    me indentifiquei!
    Bjao primo!! ;*

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  2. Você é um dado estatístico de cachinhos pretos e barba, olhos pequenos que sabem ver muito bem, é sensível e amigo.
    Sobre o amor, não é um invenção tão ruim assim : ***

    (Não leve a mal)

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