viernes, 26 de marzo de 2010

A Tocha De Hecate

Acompanhava-me entre sombras trêmulas
Um fantasma que dizia:
“Certo coração descansava neste túmulo
Colhera doces frutos a mais de dúzias
Cantava coloridos sonhos e fábulas
Até conhecer uma dama que conduzia
E hasteava suas danças às flâmulas...
Mas depois o coração não mais sorria.”

Curioso eu me debatia...
Aos portões parei, com medo
Se eu cruzasse, o que aconteceria?
Eu não pretendia morrer tão cedo

Mas a graça acaricia
Intimida com uma espada torta
Esbofeteia com a mão macia
Aquele que não se importa

Andei dois passos traiçoeiros
Pude voar no terceiro
Pois avistei a beleza
De uma oitava grandeza
Duas estrelas brilhando
Num negro céu de outono
E um par de lábios sorrindo
Envoltos em traços patronos

A mão eu estendi
Uma dança aceitou
Quando uma palavra recitou
Uma música eu entendi
Então ao fantasma agradeci

Os olhos de archote eu fitei
E às chamas me lancei

Assim minha dúvida logo sanei
Quando um beijo a pedi...
E como fantasma acompanharei
A doce morte que mereci

sábado, 20 de marzo de 2010

Ego sum vermis, et non homo

EGO SUM

A ignorância,
O preconceito,
A superstição,
A tradição,
A hipocrisia,
O dogma,
O fanatismo,
O vício,
A preguiça,
A futilidade,
O orgulho,
A mentira,
O ciúme,
A intemperança,
O desrespeito,
A discórdia,
A crueldade,
A dominação
E os privilégios.

D-Luan-H


Eis uma velharia inacabada, uma escultura de carne e osso, um espelho para todos, e um autorretato para mim. O que é humano!

"Ego autem sum vermis et non homo obprobrium hominum et abiectio plebis
Omnes videntes me deriserunt me locuti sunt labiis moverunt caput"

jueves, 18 de marzo de 2010

Expedição para Morder




1 – Saímos do Mendigo’s Bar (Urbanus), lá pegamos suprimentos (nada de pão de hobbit, apenas uma garrafa de cocoblank e seven hills) – devemos levar suprimentos como: roupas que não vamos mais usar, incenso, pão com incenso, alcool pra NÃO acender fogueira e nada de canivetes ou facões;
2 – Passamos pelos portões da Vila Format C: Vila C;
3 – Atravessamos as minas do Porto Meira;
4 – Falamos com os Black Dwarves do Jardim Jupira
5 – Colha cogumelos mágicos no Jardim América
6 – Embarque no último ônibus para o Morumbi (assim não tem como voltar) e comece a andar em busca da encruzilhada do Blues (cuidado com os corpos no mato)
7 – A partir daqui siga o Mago Jackson (perdão, mas é a única forma). Ele vai falar algumas vezes “agora eu me lembro!!!! É aqui!!!!” e você vai dizer “agora eu me lembro!!! Já passamos por aqui umas 5 vezes!!”
8 – Passe a Encruzilhada do Capeta e se esconda de todos os carros;
9 – Passe por outra Encruzilhada do Demônio e ande!!! Nem pense em parar! Volta, anda, corre, rebola e chegue no portal dimensional
10 – Portal Dimensional que te leva para uma vila dos anos 20, com direito a casinhas com cerca, casa na árvore, boteco-galpão, uma única escola, uma única igreja, e atrás um cemitério abandonado e a casa da bruxa de Blair (não deixe de entrar no cemitério abandonado); ande mais um bocado e você encontrará a entrada do portal dimensional, sim, você fez uma volta do carai.
Nota: nunca amanhece nessas terras
X – depois de muito andar você passa por duendes que te derrubam, sinais alienígenas no trigo, e camburões da Rotam que não ousam te bater nem revistar pois você está vivo num lugar como aquele.

Como é Morder? Nós não lembramos.