miércoles, 4 de noviembre de 2009

Taciturnidade

Quando de uma paixão de tristeza é acometido alguém por quem possuímos certa admiração ou tão somente transigência ao auscultar seus desfavores; sentimo-nos -- se o indivíduo for indigno de tal fatalidade -- tocados a sugerir ora por indulgência: contraindo desprezo, reparando e demonstrando inclinação; ora por magnanimidade: alguma atitude ou decisão racional para suplantar o prolongamento do efeito e a causa de outro verossimilhante e subsequente.

Não obstante, em inúmeros casos o sofrimento propende em tornar a suceder por negligência para com a admoestação e novamente incorremos ao pathos de um incômodo, se imputados de ouvir as mesmas indesejáveis lamúrias. De outro modo, sofremos ao mensurar a ignorância amalgamada de uma resigna a posteriori.

Logo, damo-nos pelo tino de que aquele estado tanto é ao acometido quantos nos pode ser, incitado pela inépcia daquele; e por conseguinte quando nos é solicitada então alguma opinião em semelhante ocasião, permaneemos calados. Expiamos em silêncio.





Além de serem consederados símbolos de diversas culturas e mitologias, os cisnes possuem o apanágio da monogamia, mesmo após a morte de sua companhia. Mas, há uma espécie que recebe do inglês a denominação "Mute Swan" (Cygnus olor do latim e conhecido por nós como cisne branco), na realidade ele tem uma voz mais atenuada que outras espécies, e não desprovido dela como sugere o nome.

A presunção de um Sócrates apropriou-se também de uma lenda que conta sobre o silêncio que aquele cisne estabelece até seus últimos momentos, quando profere uma bela canção de dor.
"Vocês acham que eu não posso ver adiante como um cisne. Vocês sabem que quando os cisnes sentem a aproximação da morte eles cantam, e eles cantam mais doce e alto nos últimos dias de suas vidas porque eles estão voltando ao Deus a quem eles servem." Assim como Zeus violentou Leda disfarçado de cisne, dando origem a Helena de Tróia, Sócrates o fez com uma superstição tornando-a totalmente sectária. Trágico? Heleno talvez.