domingo, 23 de agosto de 2009

Na resigna.

Ocupar-se da moral de outrem é uma atividade soberbamente vaidosa que amiudemente possui o desígnio de imputar uma espécie de grau hierárquico mediante à observação da vigência e capacidade faustuosa, pela qual ela proporciona tanto a si quanto a outros as possíveis concupiscências e estimativas sociais de caráter exaltado - salvo o termo nobre, que ali poderia ter um sentido bastante pleno, por conceber que ser nem sempre é perceber, e a asserção contrária também é aplicável ao axioma, uma vez que em algumas oportunidades a atitude mentirosa, que pode ser tão presunçosa e mal sucedida através de seu artifício, quanto a fantasiosa que sendo hipócrita pendem-se a juízos tão errôneos quanto são suscetíveis. - Portanto, pensar no trabalho como uma maneira de abstrair-se do ócio, tédio, talvez do conhecimento necessário, afinal, estudar é sempre visto como uma "coisa boa" quando se possui um determinado mérito por tê-lo feito, mas, no momento em que o indivíduo decide-se por perquirí-lo e fazer medrar este conhecimento, algum desatinado torna a ele e lhe pergunta: para quê? Às vezes o eflúvio de ignorância é demasiado inebriante, pois, por crermos que ao considerar a alguém bastante próximo a nós como semelhante essa pessoa esteja apenas desejando nos fazer rir ou injuriar-nos ao demonstrar semelhante simploriedade e dissimulação; então, como se momentaneamente a circunspecção fosse transfigurada por esse senso comum, nossa razão é arrebatada, a diferença interposta através do conformismo sobrepuja-se sem muitos argumentos, e ainda melhor se houver a ausência destes.

Logo, com um divisar bastante obtuso e arrojado nosso indivíduo é induzido a um grupo de marionetes. Doravante, a instância por tomar a palavra causa prúrido ao psicólogo, que nesta ocasião não intenta coibir o indivíduo de seus almejos e ensejos controlando o fluxo natural do sucesso das pretensões que lhe são peculiares, mas discernir o processo ao qual pode submeter-se por carência ou mesmo privação do senso crítico e fomentação de um intelecto, intrínseco a condutas soberanas e deliberadas com acuidade que em poucos casos são desafortunados.

Durante a puerícia, a descoberta dos métodos a serem utilizados para facilitar uma volúpia desmedida com o assentimento dos demais convivas, que frequentemente através de uma simples representação da silhueta restringem um indivíduo de índoles inerentes à subsistência de desejos (ainda que os mesmos possam ser quiméricos) e, o mesmo ocorre a seu próprio instinto de autopreservação mediante à prática de uma aprendizagem sociabilizada com a casta à qual lhe é refletida a unificação de classes que demonstram-se paradoxais ao serem coexistentes com interesses reciprocamente insaciáveis e desdenhosas de suas divergências.

Ao dar-se pelo tino, a sublevação contundente, porém íntima, torna-se aparente, e nesse momento demonstra-se imprescindível o rompimento dos grilhões, ou mais ordinariamente como é dito, 'quebrar as correntes' e ser "cruel", qual precipitadamente julgam-nos ser, quando o que expomos é opinião e meticulosidade. Esta é uma maneira de evitar estratagemas que conduzem à miséria pela qual lamuriam-se os impelidos à falsidade da convencional comodidade por negligência. Em situações similares, a pusilanimidade é o estado permanente ao qual a consciência é suscitada, inúmeras vezes demonstra seu suplício por meio de suas emancipações de vivências sempre simbolicamente encrustrados em seus gracejos e paradigmas mordazes.

As expressões faciais têm em si as concreções de emoções às quais os contempladores sentem-se tocados a inferir um estado, ainda que erroneamente, através da verossimilhança dos mesmos serem paradoxais à determinada feição. Não obstante, tal conjectura se esqudrinhada com veemência pelo indivíduo por ela tomado, pode conduzir à suplantação da razão por intermédio de frivolidades ou avidez da vontade; os qual insolitamente são temporários. Sintetizando análogas características, e excetuando a vaidade humana, tornamo-nos um tanto que semelhantes a outros animais: desconchavados, instintivamente os mecanismos de defesa imanentes do ser manifestam-se recalcitrantes a qualquer possível frustração; a despeito da limitação interposta involuntariamente pela natureza, através do despojamento do raciocínio, uma vez que nosso caso seja excepcional, é indispensável a consolidação deste acidente porquanto o mesmo possa vir a ser designado qual uma "luz natural", não necessariamente por intuito de ofuscar a visão daqueles que podem ser similares (ou não) por intermédio de um pernosticismo regurgitado, mas de fato para não oscilar com um obscunratismo irracional.