martes, 5 de mayo de 2009

O apartar

"[..]10 de Setembro de 1771



[..] " Mas, Werther, tornaremos a nos encontrar? A nos reconhecer? Que pensais disso?

"Carlota", disse eu enquanto pegava sua mão e sentia meus olhos cheios de lágrimas, "nós haveremos de nos reencontrar! Aqui e lá, nós haveremos de nos encontrar!..." Não pude prosseguir... Guilherme! Tinha ela de me fazer semelhante pergunta no momento em que eu abrigava em mim a idéia de uma separação tão cruel? [..] "

- Goethe - Werther


Incomensurável é o número de entes queridos que desafortunadamente nos são arrebatados em diversas ocasiões de nossas existências, porquanto seja inevitável estimar a procedência concebida a cada gênio a fim de tanger a orla de um comodismo progressivo. Não obstante, as venturas ou desditas que nos são proporcionadas nem sempre são frutos de nossa vontade ou volúpia; visando que o futuro da posteridade seja amiudemente sujeito aos caprichos de seus predecessores.

Todavia, essa não é a única maneira à qual nos é suscitada a miséria da separação concernente a indivíduos pelos quais carecemos em indeterminados aspectos, momentos, situações, etc.; entrementes, todos temos noção de como pode ser realizado tal processo. Por havermos sofrido semelhantes consequências que nos impelem a dissabores, a despeito de nos afugentarmos intimamente em desconcerto, logo, jungimos os fatores sem menosprezar as percas e tornamos a nos deparar com uma bonança, ainda que a mesma seja leviana e interina.

As despedidas nem sempre nos são propícias, pelo método ao qual nos utilizamos ao realizá-la, a incapacidade de conter nossas emoções, que são esporadicamente vivisseccionadas ao ensejo submetido; consubstanciamos então o afeto ou sentimento inerente ao objeto dessa apreciação. Mas, e se ao limiar dessa ocorrência vilipendiarmos uma atitude que deveras possa ser benfazeja com base em limítrofes de aprendizagens empíricas ou mesmo de um estoicismo deslumbrado? Doravante, teríamos a oportunidade de introspeccionarmo-nos e portentosamente concluir que ao apartarmo-nos de situações, resignas ou restringimentos fornecidos pelo indivíduo, não fizemos nada além de ponderar nossa sina.


O desdenhoso

Abandono muitas coisas,
Deixo-as correr ao acaso,
E por isso dizeis que sou desdenhoso.
Quando se bebe em copos muito cheios
Deixa-se cair muita bebida,
Nem por isso continueis a considerar o vinho pior.

Nietzsche - A Gaia Ciência



7 comentarios:

  1. Não mais pensarei do vinho que seja ruim...

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  2. Você estava de ressaca quando comentou isso né? (Sei que sim, mwahahahaha!)

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  3. Huiheuiuiehuehuihuiee
    sim.

    /kafka forever

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  4. Que lindo teu jeito de escrever...coração negro...! Amei te ver no meu blog, meu coração tbm anda negro, de tédio, sem esperar os amanhãs que não sei se virão, por conta de não saber se o amanhã me pertence ou se pertenço ao amanhã...

    obrigada e um beijo

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  5. Oi...add seu link nos meus dois blogs: no estranhos e na cafeteria, que aliás todos os sábados eu sirvo um café porreta em homenagem a algum convidado que deixou postado seu comentário. Falow!
    esmaques pra ti!

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  6. legaus teu blog, temos algo em comum, a escuridão!!! Or not???
    beijos

    Walquíria
    add o seu blog no meu

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  7. Tem conto erótico lá no meu blog...
    apareça...

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