martes, 31 de marzo de 2009

Discrepâncias

"O ar frio expelido pelos rastenjantes moribundos dessa necrópole
passou a ter um efeito efêmero sobre um ser que incrivelmente
carcomido por suas próprias dilacerações, consegue se ver superior
àqueles que sofrem a qualquer oportunidade de se demonstrar objeto
de suplício."

A indulgência associada à jurisdição.. ?


Qual seria a necessidade de alguma maneira de registrar a conduta dos "fiéis" no lar do "Senhor"? O mesmo por onisciência já não o haveria precogitado, por excelência em quintessência que tal pecado seria impelido pela suposta tentação? As beatas são mestras conservadoras de tal clarividência, fomentada a partir de tradições interioranas intrínsecas à sociabilidade cristã. Qualquer índole pode ser demonstrada a partir de tal corolário. Mas, sem desejar olvidar a idéia realmente fundamentada em detrimento de um julgamento, é importante deslindar e discernir alguns fatores contraditórios.
Não seria o pecado constituído da mesma tentação inicial e delinqüente? Apesar de que aos olhos humanos, ou ainda mais significativamente, aos ouvidos, a demonstração de tal substantivo é incitada de modo coerente ao verbo, (pecado: traição do dogma, desprezo do temor e confiança, e até mesmo inibição de qualquer fé, ou seja, a ignorância atinge seu valor derradeiro para com relação a seu uma vez, digo, várias vezes todo poderoso, tornando assim o ato de pecar uma mera atitude irrefletida ou esperançosa de misericórdia, afinal, Deus é piedoso) soa como o consumo de uma substância prejudicial à qual o efeito é geralmente considerado como uma conseqüência efêmera.



Interpretando tal atitude dessa maneira, indubitavelmente a prática de um interesse considerado mau, torna-se justificada, e através das obsessões concedidas após a realização da mesma, os fins esclarecem os meios. Porém, a desconfiança não deveria ser um termo extirpado do vocabulário de uma fraternidade crente no amor, na compaixão e na transigência? Por que os atores desse drama trágico prescindem da indulgência se vosso pai eterno e imaculado faz dela uma atitude rudimentar? Uma vez que o pecado seja cometido, a má consciência fica estabelecida instintivamente, logo uma responsabilidade entre credôr e devedor entra em vínculo.


Mas o que impede tal vítima de circunstâncias metafísicas, de uma redenção? Talvez efetivamente a sociedade tenha tornado notória a visibilidade das conseqüências paradoxais provenientes das regras de idiossincrasia estipuladas pelo pai dos paradoxos, esse que, além de indescritivel, disforme e prescindível, não é visível. Todavia trata-se apenas de uma divagação, a realidade demonstra que além de uma forma de despotismo, a igreja determina sua moral de costume.


Os argumentos dos quais os ascetas expõem a seu infindável rebanho, nunca deixaram de ser persuasivos e corruptores, pois os mesmos podem ser interpretados de diversos modos, não obstante, prevalecendo o intúito de autoflagelação e desprezo da sua própria vida. Ainda assim o sacerdote age com toda cautela e serenidade, porquanto os indivíduos que conservam toda sua energia em nada, estão propiciamente suscitados à exumação desse ódio adquirido subterraneamente em seu ser, relativo à sua suposta insignificância, pois o que foi criado assumiu grandeza incomensurável.


Sem dúvida os filhos da destruição assumem seus cargos de irmãos do desprezo e futilidade, visando que sua integridade fora dizimada assim que o curioso amor divino tornou-se mutável. Portanto, a igreja inquestionavelmente está ligada a justiça; um pecado contra a instituição é visto simplesmente como um crime federal ao qual o ressarcimento para com o criador não é uma possibilidade. Que espécie de julgamento é esse concedido? A vontade que o pôs em prática é inextricável, afinal, a temerosidade de atitudes conspurcantes fora dissuadida, mas sempre é mais verossímil atribuir uma justificativa divina.