sábado, 7 de febrero de 2009

Cenotáfio

"As noites extenuantes de sofrimento esvaeceram-se juntamente com as lânguidas brumas que cingiam meu semblante, inexorável porém, submetia-me à procura de simplificações simbólicas universais..
Inane, e tomado por representações mnemônicas através de sonhos funestos,
era impelido a um repentino e angustiante despertar. Por resigna definia-se tal ser, que agora sintetiza-se a um memorial."


Ode à dama da meia-noite

Ao despertar esta manhã
Não houvera eu de ti querido lembrar
Embora teus pensamentos e semblante ao me conhecer
Ambos inatos ainda que ocultos ao me perquirir se fizeram por consolidar

A tua imagem permanecia inconstante
Nem mesmo quisera eu importância alguma lhe conceder
E tu de mim decidistes aproximar
Sem dúvida preferi me esconder

Fortuitas foram as vezes que pudemo-nos encontrar
À sombra ofuscados do invejoso sol
Que sua palidez sempre desejara arrebatar
Apreciava tuas palavras imanentes de rouxinol

Em meu devasto jardim uma flor singela irrompia
Apesar dos inúmeros espinhos, isolamento e abundância em suprimento
Pétalas não surgiam ao teu desenvolvimento
Ao decorrer de tal contemplação mórbida, minha sensatez esvaecia

Por que razão quisestes tu interpor tal entrave à minha existência
Absorvendo minha felicidade e convicção
Me conduzistes à decadência
Tornando insignificante isso que chamam de coração

Não obstante, tua serenidade me fizera aceitar
Como única necessidade concreta estabelecida para viver
Tu, ó morte divina, escolhestes meu ser para dilacerar
Neste anoitecer te amaldiçôo por não me haver concedido um simples desfalecer


No hay comentarios:

Publicar un comentario